Texianos, erguei-vos!


O Brasil tem lido Tex desde muito. Há décadas. Assistimos a um desfile de editoras que mantiveram nosso heroi conosco ao longo do tempo, e apesar das idas e vindas, a legião de fãs só fez crescer. Esse grupo de fanáticos pelos fumetti, fanáticos sobretudo por Tex, sempre existiu. Mas nunca de maneira estruturada. Nunca de maneira organizada. Nunca de maneira oficialmente reconhecida.

Ouviu-se falar de uma revolução. Alguns bradavam nos meios sociais que a "revolução bonelliana" era vindoura. Que era preciso unir todos os fãs sob uma mesma bandeira, uma bandeira que nunca vinha. Até hoje.

Inflamados pelo espírito de união, de fraternidade e, sobretudo, de verdadeira paixão pelo mais famoso personagem dos fumetti italianos no Brasil, um grupo de fãs de Tex se uniu e arquitetou um fã clube. Um Clube. O Clube. Começou de maneira singela. Os pards Jessé Machado dos Reis e José Leonardus Saraiva Hoed tinham a ideia: agregar, de maneira estruturada, um grupo de fãs que poderia representar a todos. Um Clube, de fato, que pudesse fomentar o convívio entre os leitores de Tex.

O começo foi difícil, como todo começo costuma ser. A ideia era boa, mas um Clube de caráter nacional tem demandas proporcionais à pretensão. Jessé fomentou a organização, José Leonardus fomentou a discussão e a publicidade do Clube, mas ainda havia alguns aspectos outros que deveriam ser tratados, sendo sempre certo asseverar que, não fosse pelos dois, hoje não haveria falar em Clube Tex Brasil.

E nesse contexto de árdua batalha, surgiu o pard Pedro A. Matsu M. da Silva, vulgo Bounty Hunter [alcunha por ele utilizada no Fórum TexBr]. A pedido de Jessé, ele redigiu uma Carta Oficial à Sergio Bonelli Editore [SBE] e fomentou a aproximação com a nossa augusta editora brasileiríssima, a Mythos. Auxiliado pelo então nomeado Diretor de Comunicação, Kael Ladislau, e pelo talentosíssimo e incansável poeta e cordelista brasileiro, Rouxinol do Rinaré, os pards lograram êxito em suas tarefas. E a ideia que estava em fase de concretização já ganhava os contornos da concretude. O sonho de muitos se solidificava. Era palpável.

Aliás, nessa esfera, como deixar de agradecer também ao inestimável pard Zeca, que, publicamente [no Fórum TexBr], manifestou-se de maneira absolutamente altruísta e solícita para orientar o Clube quanto aos caminhos a seguir? E a todo o Clube Tex Portugal, que nos inspira em sua organização e competência? Ao pard Wilson Sacramento, zagoriano confesso que, ainda assim, em prol de uma causa maior – a bonelliana, por assim dizer – dedicou-se imensamente ao fomento do Clube Tex Brasil? E a todos os pards que, bravamente, permaneceram nas reuniões intermináveis da Diretoria, em que os ânimos não poucas vezes afloravam e só a razão gélida os fazia arrefecer?

E, apesar de devermos a tantos, este comunicado não tem por fito específico agradecer-lhes. Não. Este comunicado tem por fito explicitar o que nos tornamos.

Hoje, somos um Clube, de fato. Temos uma estrutura administrativa, canais de comunicação, um único endereço de comunicação oficial ["a uma só voz"], a total integração de pards a encabeçar essa organização, cerca de 80 pedidos de inscrição [sendo que 50 já estão regularizados], uma "fã-page" no Facebook que, em 3 dias, foi "curtida" mais de 100 vezes e um tópico gentilmente cedido pelo Fórum TexBr que encabeça o ranking das listas de discussão. Somos uma potência que se ergue.

Também possuímos convênio com diversos sebos e gibitecas [com descontos de até 20% em alguns casos] para que todos os sócios possam adquirir/completar suas coleções. Possuímos um acervo de gibis disponível para trocas. E isso tudo em um mês de organização.

Mas não é só, pards.

Pensamos muito em como divulgar a notícia que segue e achamos que este comunicado seria a melhor forma. Sabemos que muitos, mas muitos mesmos aguardavam ansiosos por uma manifestação da editora brasileira que possibilita a leitura de Tex em português desde 1999.

E é com muita alegria que comunicamos a todos que a Mythos Editora, de fato, acabou por manifestar-se. Os Srs. Dorival Vitor Lopes e Julio Schneider reconheceram o Clube, incentivaram-no e muito nos honraram ao aceitarem o convite para integrar nosso prestigiado rol de sócios honorários - sendo de rigor salientar que o Sr. Julio Schneider o fez de maneira informal, com o justificado receio de interferir na liberdade do Clube Tex Brasil. De todo modo, finalmente temos o apoio que queríamos. Que nos era exigido. Que, aos nossos olhos, era verdadeiramente necessário.

Neste ponto, aliás, queremos esclarecer algo aos nossos pards.

Em primeiro lugar, os editores e demais profissionais envolvidos com a publicação de Tex - no Brasil ou fora dele - não podem, por questões óbvias, ter relação com as ações do Clube. É evidente que o Clube Tex Brasil não é uma extensão da editora [e vice-versa] e isso não só resguarda a Mythos de exercer suas funções com total liberdade, mas também possibilita ao Clube agir também com total liberdade. Em resumo, o Clube Tex Brasil não se confunde com a Mythos Editora, mas faz questão de honrar e reconhecer aqueles profissionais que, direta ou indiretamente, fazem publicar Tex em português. Por isso mesmo, os profissionais supra mencionados figurarão tão somente no rol de sócios honorários, mas nada terão a ver com as ações do Clube Tex Brasil, sendo sempre muito bem-vindos a participarem do que quiserem e puderem.

Em segundo lugar, o Clube Tex Brasil quer deixar claro que respeita a Mythos Editora em sua atividade empresarial. Não nos guiamos por políticas que visem atacar pessoa alguma e o sócio do Clube que, deliberadamente, manifestar-se contrariamente aos preceitos de fraternidade, união e respeito lastreados nos preceitos normativos do Estatuto do Clube Tex Brasil serão submetidos a controle e correição junto ao Conselho Deliberativo. Frisamos que essa medida, obviamente, não impede a manifestação livre e crítica de qualquer sócio - que inclusive fomenta o aperfeiçoamento da qualidade dos serviços prestados pela Mythos Editora - senão tem por objetivo conter eventuais ações que, sozinhas, possam prejudicar todo o Clube e demais sócios.

E, em terceiro lugar, todas as nossas ações estão pautadas no ordenamento jurídico pátrio e internacional. Não se pretende tomar medidas que possam ferir direitos autorais - tanto assim que enviamos a Carta Oficial à SBE, bem como entramos em contato com a Mythos Editora, detentora dos direitos da marca Tex no Brasil - nem agir contrariamente a qualquer comando normativo regedor dessa específica seara jurídica. Com efeito, deixamos claro que a interação com quem de direito é fundamental para o bom funcionamento do Clube e pretendemos, com este comunicado, que todo sócio tenha também essa consciência.

Em suma, divulgamos o reconhecimento. Aguardamos agora a manifestação oficial da Sergio Bonelli Editore - que, cremos, há de ser positiva.

E, justamente por conta dessa consolidação, desse dito reconhecimento, dessa oficialidade que começa a ganhar o Clube Tex Brasil, anunciamos a todos que pretendemos, nos próximos dias, organizar algumas enquetes para decidirmos aspectos visuais de páginas na internet, logos, detalhes midiáticos, etc.

Portanto, fiquem de olho. Curtam nossa página no Facebook. Acompanhem as discussões. Participem dos debates no Fórum TexBr. Visitem o blogue. O Clube não é Clube sem a manifestação de cada um de vocês. Cada Texiano é um elemento fundamental para o Clube Tex Brasil; é condição sem a qual ele não existe. Manifestem-se. Os interessados em serem colaboradores, procurem-nos. Precisamos de sócios atuantes em todo o Brasil. Quanto mais, melhor! 

Daí porque nós convocamos: Texianos, erguei-vos!

Nossos canais:

E-mail oficial:
clubetexbrasil@gmail.com

Tópico no Fórum TexBr:
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