Clube faz homenagem de adeus ao pard Paulo Ricardo Rocha Vianna,




Foto de Paulinho Vianna.




Mais um texiano que se vai.

Vamos dar adeus ao pard Paulo Ricardo Rocha Vianna, carinhosamente chamado de , Zé, ou Trinity, pelos amigos.

Paulo Ricardo era fã e colecionador de Tex desde seu lançamento no Brasil em 1971. A seu pedido seu filho vendeu as revistas para fãs e colecionadores que cuidasse das revistas como ele cuidou.
Foi desse pard as revistas que fez a alegria de muitos colecionadores no nosso II Encontro Nacional do Clube Tex Tex Willer Brasil no Sampa Fumetti Con.
Que bom saber que os nosso associados Pedro Bianchi, Neimar Nunes Luiz Carlos Dias Machado, Edison Bertoncello, Emerson Cruz, Jesse Bicodepena e muitos outros estão cuidando de seus gibis em suas coleções com muito carinho.

Vejam que lindo depoimento do seu filho

Paulinho Vianna



"Meu Pai, meu herói!
Apesar da dor indescritível que sinto neste momento; da sensação de vazio absoluto como se não houvesse forças capaz de consolo; sou obrigado a me confessar um privilegiado. Pude conviver com um homem honesto, íntegro que me ensinou a ser tudo que sou e se despediu de mim falando em amor; pedindo para que eu fosse forte e tentasse sempre ser melhor que eu mesmo, sem me pautar pelo desejo autodestrutivo de querer ser melhor que alguém.
Assim foi meu pai. Humilde, reflexivo, de longas falas quando necessário, duro quando preciso, amoroso, sorridente e extremamente educado com aqueles a sua volta. O homem que me faz olhar a minha filha e me cobrar sempre ser para ela o que ele foi para mim. Uma referência de lealdade, de compromisso com a verdade. Um porto seguro para toda e qualquer tempestade. E não foram poucas! Por quantas vezes, diante do fim do mundo, o mundo novo se fazia justamente nos braços deste homem, que me pegava pela mão e dizia – com seu jeito – “o caminho a seguir é este”.
Meu pai foi um conselheiro. Muitas das minhas escolhas profissionais e pessoais se deram depois de conversar com ele, mesmo quando discordava. Ele dizia “Escute meu filho, com atenção. Pois é isto que tenho a dizer, o que não significa que seja o que você tenha que fazer. As escolhas são suas, assim como as consequências e as circunstâncias”. Era um de seus períodos que se repetiam antes de algumas conversas. Muitas delas, ocorridas dentro de um carro, dentre as várias viagens que fazíamos junto como a última que fomos de Búzios - RJ a SJ. Do Rio Preto - SP.
E eu nunca imaginei que ele pudesse morrer. Para mim, mesmo depois de adulto, ele continuava sendo imortal. E hoje apesar de sua morte física. Ele continuará sendo imortal. E ninguém vai me convencer do contrário. Continuará no papel de conselheiro. Escrevo agora, por incrível que pareça ouvindo sua voz ao meu ouvido. Suas frases, desde as mais doces, as histórias mais hilárias que lhe era tão peculiar. “Errei meu filho. Eu também erro, mas na maioria das vezes que errei foi por amar demais. Você tem a obrigação de ser melhor que eu”.
Pois é. Tive o privilégio de me despedir de meu pai. Sua morte não foi súbita. Ele enfrentou com dignidade um sofrimento na luta contra a sua doença. Mas, a doença nunca roubou dele a lucidez, a dignidade, força, a beleza de espírito.
Meu pai me pediu várias coisas antes de ir. Inclusive para não chorar, porque estávamos diante do inevitável. Este pedido eu não realizei. Às 2h15, de hoje, 16/06/15, quando recebi a notícia foi inevitável não chorar! Por isto, escrevo essa mensagem. Na esperança que onde ele esteja ele esteja lendo com uma sensação de que ele estará lendo.
Não dormirei com meu pai! Mas, como meu conselheiro é um imortal, é um homem eterno, escuto sua voz velando meus sonos hoje e sempre! Minha vida sempre terá sua presença, afirmando: “o caminho é este”.
E de tanto ter a luz dos olhos dele nos caminhos por onde eu passei, se cheguei aonde cheguei é porque sempre soube escutar o que ele tinha para dizer, mesmo quando silenciava. E assim, ele silenciou com a dignidade! Deixou em seu último silêncio mais que palavras. Uma lição de vida!"











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