Bonelli: Estilo e colaboradores por: Julio Schneider

Bonelli: Estilo e colaboradores por:  Julio Schneider

[caption id="attachment_2175" align="alignleft" width="347"]download Gian Luigui Bonelli[/caption]

Uma das características do estilo do criador de Tex, Gianluigi Bonelli, é reduzir ao mínimo os momentos de calmaria em uma aventura: Tex e Carson mal tem tempo de saborear um belo bife, com muitas batatinhas fritas e cerveja, e já se envolvem em um tiroteio ou numa troca de socos. G. L. era um atleta e sabia que manter-se em constante exercício fez bem a saúde, mas na trama do Tex Coleção 376 ele estabeleceu uma espécie de recorde: para resolver o caso, desde a chegada a Nova Orleans "numa manhã de julho", passando pelos vários confrontos com os bandidos, invadindo um cassino navegante e, por fim, afundando o barco do vilão da vez, Tex resolveu o caso em menos de vinte e quatro horas! O desenhista Fabio Civitelli contou que G. L. Bonelli entrou na redação, foi a sala de Decio Canzio, então o diretor-geral da SBE, e disparou:


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"Fiz uma historia em que Tex vai a Nova Orleans". Canzio: "Ah, tá. E como é a trama.?". E Bonelli: "Tex chega em Nova Orleans e surra todo mundo!". Piadinhas a parte, o fato e que Bonelli esquentou as teclas de sua maquina de escrever e pela quarta vez mandou o ranger para Nova Orleans, depois de A Quadrilha do Ás de Espadas, O Tesouro do Pirata e O Clã dos Cubanos (pela ordem, TXC n° 62, 109 e 281). 


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E cada história teve um desenhista diferente: Galep, Letteri e Fusco, que contou com a ajuda de Ticci para o rosto de Tex em alguns quadros. Desta vez vemos uma cidade apresentada de forma magistral por Civitelli, o melhor desenhista de aventuras urbanas de Tex. Esse foi o quarto trabalho de Fabio com o ranger e, como sempre, usou como referencia muitas fotografias de época. Quanto ao simpático xerife Nat Mac Kennet, ele fez sua estreia em O Tesouro do Pirata, e este foi seu terceiro encontro com Tex. Em 1987, quando esta história foi as bancas italianas. Tex estava na ativa há praticamente quarenta anos, e o quase oitentão Bonelli estava em vias de passar definitivamente adiante a árdua missão de contar os feitos de sua maior criatura. Para isso, já começava a diminuir o ritmo de produção e não raro, já se valia da figura do ghost-writer - literalmente escritor fantasma, pessoas que ajudam a elaborar textos sem aparecer.


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E um dos colaboradores eventuais era Tiziano Sclavi (o criador de Dylan Dog), que começou a dar pitacos em roteiros de G. L. em A Lança de Fogo, de 1986 (TXC n° 353). O roteiro original de Giovanni Luigi Bonelli para Uma Cidade Podre tinha cerca de oitenta paginas. e Sclavi escreveu mais trinta, fazendo alguns ajustes e inserções aqui e ali. Depois desta, G. L. escreveu apenas mais duas aventuras de Tex. Furacão em Skagway em 1989, e O Medalhão Espanhol em 1991 (futuros TXC n° 393 e 417), pois já havia decidido largar de vez a máquina de escrever e se dedicar a supervisionar os roteiros escritos por Guido Nolitta, Claudio Nizzi, Mauro Boselli e Canzio. Mas algumas ideias ficaram na gaveta e, mais tarde, foram aproveitadas por outros, como a lenda do navio perdido no deserto de Mojave que Nizzi usou para O Navio do Deserto (futuro TXC n° 381) e a lenda do tesouro de Massimilano, que serviu de referencia para o próprio Boselli em Os Invencíveis (futuro TXC n° 491).


Fonte: Tex coleção 376, Texto: G. L. Bonelli Desenhos: Fabio Civitelli


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