Tex de frente com JV Elias - José Victor Elias

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Preâmbulo: Imagine se você, fã de Tex Willer, pudesse ficar cara a cara com o grande ídolo. Melhor ainda, seria se o ranger mais famoso do mundo se interessasse pela sua vida e passasse a fazer inúmeras perguntas a você. Imaginamos essa contato surreal e queremos ver como você aguentaria a emoção. Divirta-se e responda com paixão.

Tex Willer: Olá, pard. Sou Tex Willer, vamos nos conhecer melhor? Fale um pouco de você, como é sua vida social, familiar e cultural.

JV Elias: Olá. Meu nome é José Victor, tenho 33 anos e moro no interior do estado do Rio de Janeiro. Trabalho nos Correios e adoro ler. Leio revistas em quadrinhos desde os 4 anos de idade, comecei lendo Turma da Mônica, e com uns 9 anos comecei a me aventurar nas revistas de terror. Em 1992 conheci as revistas da Editora Bonelli e me tornei fã. Também sou fissurado em livros. Minha casa é entupida de livros sobre variados temas. Parece até a casa do Martin Mystère

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Tex Willer: Que legal, com que idade começou a ler as minhas aventuras?


JV Elias: Te conheci a cores! A primeira história sua que li foi Un Caldo Pomeriggio (Uma Tarde Quente), editada aqui na revista Fumetti da editora Globo no já longínquo novembro de 1993. Sempre quis ver todas suas histórias em cores. Desejo este que está sendo realizado pela Mythos.

Tex Willer: E dessas aventuras, qual a que você mais gostou?

JV Elias: Difícil escolher... Já te conheci na fase ouro, logo na revista 294, aquela do Tigre Negro. As minhas preferidas são O Navio do Deserto, O Turbilhão da Morte. Todas contra a Klu Klux Klan, todas com Mefisto e Yama, todas com o Mourisco. A mais triste foi a que contava a história de Jack Tigre. Até o camelo velho chorou com esta.

Tex Willer: Kkkkkkk! Realmente, essas são  muito boa. Ok, ranger. Existem diversos personagens de quadrinhos, com os mais variados estilos o que mais lhe atraiu exatamente nas minhas histórias?

JV Elias: O senso de justiça. As frases inteligentes e marcantes. A amizade entre os 4 pards. A coragem em enfrentar bandidos poderosos e autoridades corruptas.

Tex Willer: Já vi que você está superando o “camelo velho”. Mas me diga, você coleciona? e quantas revistas há na sua coleção?

JV Elias: Perdi toda minha coleção. Voltei a colecionar em 2013 e ja estou com bastantes revistas. Como é uma coleção enorme, estou dando maior atenção ao TEX OURO, TEX em Cores, TEX GIGANTE EM CORES e o TEX ANUAL. Devo ter cerca de 60 revistas, o que é muito pouco. Mas em breve pretendo aumentar substancialmente esta relíquia.

Tex Willer: Qual o autor e desenhista da sua preferência?

JV Elias: Gian Luigi Bonelli como autor e Claudio Villa como desenhista.

Tex Willer: Em sua opinião, há mais jovens ou adultos que leem as minhas aventuras? E por quê?

JV Elias: Adultos. Desde o ano 2000 para cá, a atenção das crianças e dos jovens estão voltadas para o mangá. Mas isso está mudando, o problema é que no Brasil quadrinhos sempre foi caro, e os jovens ficam com medo de empatar seu escasso dinheiro em revistas que não conhecem. Mas acredito que com o TEX em Cores, isso mude.

Tex Willer: E a respeito de meus outros parceiros, o que você acha?

JV Elias: Sem dúvida o que eu mais gosto é do Kit Carson, sempre é divertido escutar as reclamações dele. Do Kit Willer e do Jack Tigre, eu gosto por igual.

Tex Willer: Fiquei satisfeito em saber que existe um fã clube no Brasil. Fale-me a respeito deste quartel de rangers.

JV Elias: Tudo começou no TexBr. Um participante conheceu o outro, nos reunimos com a idéia de criar o clube. O contentamento foi geral. Tive o privilégio de participar da primeira reunião. Até uma idéia que dei, a da existência de uma estrela de ranger, foi aproveitada pelo nosso clube. É uma satisfação imensa fazer parte deste time tão querido.

Tex Willer: Você é associado? Gostaria de ser? se não for me diga o motivo

JV Elias: Sou sim.

Tex Willer:  Segundo sua visão referente ao Clube Tex Brasil responda Quais são seus pontos fortes. E quais são seus pontos fracos?

JV Elias: Pontos fortes são o total empenho dos organizadores, o diálogo que existe entre todos. Pontos fracos são as dificuldades econômicas que nosso país está passando, o que dificulta um pouco as coisas. Eu por exemplo, estou muito aquém do que poderia estar colaborando, mas na medida do possível pretendo reverter esta situação e até mesmo participar de um encontro dos pards.

Tex Willer: Sei que o Brasil é muito grande, como vocês fazem para se reunir? Você tem costume de viajar para se encontrar com os pards? Já foi a algum encontro?

JV Elias: Como disse anteriormente, ainda não tive o prazer de me encontrar pessoalmente com os pards, mas pretendo em um futuro próximo eu e minha esposa participarmos de uma reunião texiana.

Tex Willer: Soube que houve o II Encontro Nacional o Sampa Fumetti con, você foi? E qual foi sua avaliação do evento?

JV Elias: Infelizmente não fui, mas pelas fotos e comentários tenho certeza que foi inesquecível!

Tex Willer: De acordo com sua experiência no mundo dos quadrinhos e reconhecendo a minha inexperiência na área de divulgação (afinal meu negócio e pegar bandidos) peço sua sugestão para estratégias de curto, médio e longo prazo para o clube Tex Brasil

JV Elias: Estratégia que me passa no momento é propaganda e mais propaganda. Seria interessante a divulgação da existência do Clube nas revistas Mythos e se possível na TV.

Tex Willer: Você acha que nós, os rangers  (gênero faroeste), ainda teremos espaço nos próximos anos?

JV Elias: Com certeza. A prova disso é que o TEX sempre foi campeão de vendas aqui no Brasil. Onde o terror fracassou, o faroeste triunfou. (Ainda tenho esperança que o horror volte às bancas brasileiras, ao lado do velho e bom faroeste).

Tex Willer: Para concluir, gostaria que você deixasse uma frase que te marcou na vida.

JV Elias: "As cicatrizes servem para nos lembrar que nosso passado foi real!" Hannibal Lecter - O Dragão Vermelho



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