I Expedição a Tangará - Relatos

Atualizada

I  Expedição a Tangará-SC.


 Uma grande aventura está por começar, aventura essa que acontecerá por motivos que nem nós entendemos bem ainda e nem Freud conseguiu explicar. Devemos em primeiro lugar destacar o Anfitrião, que sem dúvida nenhuma ficaremos sempre em dívida em agradecer o trabalho e empenho para que este evento pudesse acontecer. Será um encontro que ficará nos registros do Clube Tex Brasil e na memória de cada um dos presentes que poderão dizer “Eu tava lá” e aqueles que por ventura não puderam participar será como incentivo para os próximos eventos.


A Paixão...


Várias pessoas sairam do conforto de seus lares para se aventurarem num reduto, que nem sabem o que os  esperam, chamado Floresta Bianchinwood um local próprio e digno de um encontro de Liliths e Pards Texianos e Zagorianos!. A distância até a Floresta não  importa se 3.000 , 1.700, 500 ou 100 Km....e nem tampouco como chegarão lá, foi  até cogitado a chegada em carroções, charretes, cavalos,  ônibus, carros e aviões mas, este último foi questionado pelos valentões (rsrsrs) que colocaram a culpa nas patroas (que alguns chamam de Cobra, Onça e outros bixos...rsrs) e tudo será esclarecido no tête a tête).


Para alguns será normal os acontecimentos como as acomodações ( barracas, dormir na tábua dura, colchonetes e a luz de vela)  na  alimentação ( Rãs, Peixes, Patos , Perdiz e Ratão do banhado), costumes( sem ar condicionado, sem chuveiro quente, sem café na cama e vaso sanitário para puxar a cordinha) e as aventuras noturnas,(mosquitos, cobras, sapos e morcegos)  já para outros serão novidades mas, nos dois casos isso tudo não será tão importante quando todos se encontrarem como pessoas normais que tem o mesmo gosto pela Leitura de Gibis.

As viagens já serão um teste como nos tempos do Faroeste, nas velhas estradas de chão, poeiras e muito calor e não pode faltar a velha conversa de Saloon para se atualizar dos acontecimentos sem desviar o olho do Baú com os tesouros e os mosquetões pois os larápios estão nas  espreitas só esperando para atacar. Pards virão de vários estados desse Brasil véio e no caminho, já por costume, unirão forças e aumentarão o reforço nas suas carruagens e que todos cheguem sãos e salvos para os duelos que ocorrerão na Floresta Bianchinwood, isso dito por homens de palavras!

 Como imaginamos a expedição...


 Nossa viagem terá início nos confins do Rio Grande do Sul, da 3º capital farroupilha passando pelas terras do Pard Neimarwood e sua Lilith no Saicâ, indo até o Bolicho do Pard Jesus em Santa Maria, que tem muita coisa boa para ver, nisso já se foram 245 Km e umas 3 horas de viagem só apreciando a natureza e desbravando novas fronteiras. Depois da visita, compras feitas e um gole de Fogo, se “vamo” em direção a Carazinho passando por Cruz Alta, onde mais um Pard nos espera ancioso e atento a estrada para que não o deixamos a ver navios, o Pard Valderi e sua Lilith, que já deve estar acabrunhada debaixo do sol ardente da estrada, mas não vai haver problema pois temos mais uma visita na casa do Pard Edemar, que irá nos esperar com o churrasco pronto e recepcionados com gaita e música e, tudo gravado ao vivo que comprove a veracidade do fato, para ver o famoso Álbum Italiano do TEX e as novidades Texianas, mais 255 Km e 6,5 horas de viagem.

Conosco seguirão em carruagem nossos anfitriões e suas famílias e, como o caminho é longo e mesmo com o bucho cheio teremos que parar no Saloon mais próximo para uma porção de batatas fritas e, levar o cavalo para beber água na bica. Repostas as energias passaremos pelos pagos de Passo Fundo, (onde diz que tem um Saloon com raridades texianas), Sananduva até Barracão, (mas não é o Barracão dos Bianchinwood, ainda) quase na entrada da querência do nosso destino e se vão mais de 210 Km e 9 horas de leitura. De Barracão a idéia é ir ate Monte Carlos passando por Campos Novos, já no estado de SC que dá mais 135 Km e 10:30 horas de aventura e a leitura já estará em dia, sem esquecer das paradas tradicionais para tirar água do joelho.

De Monte Carlos até a Floresta a coisa é desconhecida, sem saber tempo e nem hora de chegada, nem a net e o WhatsApp pegam, o percurso é perigoso, as armas estão prontas e o Tesouro  protegido pois é estrada de chão com curvas, florestas e muita poeira e, o cavalo já deve ir aos trancos preservando os pards para a grande batalha!.

Mas eis que, acredito eu, ao longe se vê a Arakitan, deve ser uma índia que está a espera dos Pards para uma aventura na Selva ou a proteção contra os malfeitores e contrabandistas da região mas não, ela está indo á floresta Bianchinwood se apresentar ao chefe da tribo para a escolha do seu futuro marido, que será escolhido após o término dos duelos e torneios de valentia. Depois de toda essa aventura, por fim, chegaremos sãos e salvos, seremos recepcionados pelo Cacique que nos alimentará e nas dará guarida por dois longos dias, enquanto os torneios se realizam e a noite iluminada pelas estrelas, a índia Arakitan, que em homenagem aos guerreiros dançará e cantará músicas que deu origem ao “Passo da Felicidade”.

O retorno será compensador e outra história terá início...

Parte II – A Trajetória


 Apesar da ida á Tangará ter ocorrido com alguns “percalços”, surgiram alguns acontecimentos que não estavam no Gibi, como nós mesmo dissemos. Viagem tranqüila e serena mas sempre de olho na estrada. Num pequeno descuido, dos desbravadores, desviamos da rota, o que já estava programado, devido ao tal de GPS, esse bicho não sabe nada de estrada...foi daqui até lá dizendo“” dobre a direta...dobre a esquerda...dobre a direita...siga em frente e assim se foi...(.loco para dar uma bifa no ouvido dele).

 Para que isso tudo pudesse acontecer, voltamos ao tempo em 2015 num relato feito na trova de Neimar Nunes, do Saicã..

“1600 km em dois dias, para ir e retornar,
disseram assim "nós viemos, agora é tu que vai lá"
Respondi está fechado, eu vou ir te visitar." 
E assim ficou planejado, o encontro em Tangará.

Sem saber como seria o evento e a quantidade exata de pessoas o Anfitrião só pensava na segurança dos Pards. Devido ao personagem do Anfitrião ser Zagor, a Floresta recebeu o nome de Bianchinwood. A localidade foi preparada para o encontro, devido a grande preocupação que havia em dar acomodações aos Pards e suas famílias sem custo nenhum. O local descampado recebeu toda a atenção, foram feitas estruturas como banheiros, espaços para exposição, dormitórios e uma vasta ilha com lago, que foi melhorada, onde os pards puderam se divertir passeando de canoa.

 Estruturas feitas, era a vez da preocupação com a alimentação mas, esse fato foi surpreendente para qualquer evento realizado nesse Brasil de que se tem notícia. O Anfitrião, além de oferecer alimentação Gratuita para mais de 60 pessoas durante 2 dias, também preparou uma água de fogo, especialmente  para seus convidados.O cardápio não poderia ser diferente, frango crioulo, rãs, carne de gado e peixe, e no café da manhã o famoso café de chaleira, sem esquecer o tradicional chimarrão que foi degustado por Mineiros, São Paulinos, Bahianos, Curitibanos, Catarinenses e Gaúchos com a erva mate Viola de Ouro. Esse trabalho todo foi acompanhado e chefiado pela Dona Isaura, mãe do anfitrião, no qual deixo aqui meus agradecimentos, uma excepcional  pessoa que fez tudo com dedicação, obviamente com o apoio do Pedro Bianchi e sua esposa Adenildes e filho.

 Durante os dois dias do Evento os Pards aproveitaram para se conhecerem ao “vivo”, trocar e vender gibis, mostrar suas raridades e novos produtos além, da presença de velhos e jovens desenhistas, ilustradores e colecionadores. Durante o evento os Pards mostraram seus dotes através de atividades esportivas: Sinuca, Tiro ao Alvo, Pescaria, Remo e Nado Livre mas, isso tudo acompanhado com os elementos principais do Evento a presença de nada mais e nada menos que Tex Willer e Zagor, sim amigos vocês leram bem, Tex Willer e Zagor na Floresta de Bianchinwood e foi o fato  épico do Encontro, depois de muitas selfes.

 Enquanto e “ceva” gelava, no cair da tarde o pessoal de “bucho” forrado e com câmera e celulares apostos só estavam na espreita de mais uma programação, o arrasta pé, que varou a madrugada. Enquanto a poeira levantava no salão, uns dormiam, roncavam ou papeavam sobre o mundo Texiano, sim nem com o baile o assunto era esquecido, no palco até tentaram dar uma palhinha de lambuja enquanto os músicos descansavam.

Ao clarear o dia, já com o sol quente, a caravana se prepara para a seu último churrasco o já se ouvia o barulho do” vamo que vamo”, era hora de arrumar as malas para voltar aos pagos levando na bagagem a saudade do “quero mais”. Nem todos ainda queriam vir embora, uma força estranha os atraia a Floresta porque  alguma coisa ainda faltava para completar o ciclo da expedição mas, isso só será respondido dentro de cada um de Nós até a próxima expedição Texiana!.

 Encerrado o“fundunço” a Caravana, ao longe, se despedia de Bianchinwood com um “ até breve”... lembrada somente pela saudade das fotos!

 The End.

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