Jogando Lenha na Fogueira: Tex em Cores 31 - Conexão Portugal

Corpo de rangers, ad victoriam!


Volta e meia nos deparamos com milhares de críticas sobre a recente edição de Tex em Cores número 31, que levantou fervorosos debates na internet e nos saloons de todo Brasil. Uns revoltados -verdadeiramente revoltados, com a modificação bruta na qualidade da coleção-, e outros mais compreensivos. 


Escavando no nosso site amigo e parceiro Tex Willer Blog (sim, é o site do Zeca, como queiram), encontrei essa excelente matéria que também trata da mudança que envolveu a coleção em questão, confiram:


"Hoje no blogue do Tex apresentamos o vídeo do canal Quadrinhos & Companhia com apresentação do coleccionador Eduardo M. Wisniewski, onde é abordado o retorno de Tex Edição em Cores depois do interregno de um ano e agora com periodicidade trimestral, embora com 208 páginas e papel jornal de boa qualidade, o mesmo de Tex Edição Colorida de modo a baixar o preço para possibilitar a aquisição por parte do maior número possível de leitores. Preço esse que se cifra agora em 27,90 Reais (menos 12,00 Reais que anteriormente) no Brasil e 10,00 Euros em Portugal:


https://youtu.be/jCp1K0TTlJ4


 


E para quem acha que o cara não entende nada, sinto informar, mas segue um balde de agua fria... 


"Mas para conhecermos melhor o autor do vídeo mostrado anteriormente, damos a conhecer também um vídeo de sua autoria, onde Eduardo M. Wisniewski nos explica porque ele é fã e coleccionador do Ranger:


 


https://youtu.be/MvH6PeQkaSA


 


Particularmente, acho que por ser uma história relativamente grande, com mais de 200 páginas e em cores, fica difícil manter uma qualidade muito alta num mercado tão deteriorado como o nosso. Infelizmente o custo de repasse para venda quando sobe muito e passa do patamar dos R$30,00 já entra como item de interesse secundário para uma boa parcela de leitores. 


Acredito, sem dúvidas, que os colecionadores a adquiririam independente do valor, mas temos que compreender que, por outro lado, a empresa não trabalha apenas para uma parcela da população. Além do mais, comungo da mesma opinião (sólida e de peso), de nosso amigo português, José Carlos Francisco: é melhor ver a coleção em banca do que extinta. Contanto que as histórias não tenham uma queda sensível na qualidade, a forma de impressão é o que menos interessa.


Alguns aqui podem julgar minha opinião, dizendo que por minha pouca experiência com Tex, é muito fácil manter-se do lado da Editora. Mas, um fato não podemos negar: se há quem já pondere a compra das coleções mensais já por causa do valor, o que dirá destas edições "especiais"? e não precisa ir muito longe: vejam a tiragem in loco da edição de luxo de Tex. É baixa e normalmente as livrarias e banca NÃO trabalham com estoque por causa da baixa saída.


Vale lembrar também que nosso mercado não é tão consolidado quando falamos em venda de Tex: basta uma rápida olhada nas bancas e a procura pelo produto. Concordo que pode ser uma possível "falha de distribuição", mas por outro lado, penso que, como empresa, não posso injetar de forma ampla sem procura. Isso poderia inclusive colocar em risco a própria continuidade da Editora. Não é raro vermos empresas falidas por maus passos de jogada de marketing. 



Mas agora e você, leitor? O que acha dessas modificações trazidas em Tex em Cores?


*matéria originalmente publicada em 23 de fevereiro de 2017, por José Carlos Francisco, em Tex Willer Blog. Acesse aqui para conferir o conteúdo completo de nosso parceiro!

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